Sinceramente, parece-me que perdi o esqueleto da vida, paro, no momento em que todos urgem em se movimentar ainda mais rápido, observo, ouço e sobrevivo por mais e mais dias.
O que fazer quando as músicas já não fazem mais sentido? Quando a imagem torna-se pútrida, ou pior ainda, monótona demais? Nada pior que o tédio, praga que consegue alastrar-se, com aspecto pandêmico, pelo que prezo em vida.
Vejo que minha vida se mantém presa aos alicerces empíricos da vida social, não sei se devo agradecer-lhes; família, amigos e amores, por manter minha remanescência, ou se devo pedir - ainda mais - por mobilidade ou resolução.
Acordo após refletir tudo isso, vejo que me movo, ainda que lentamente, em direção ao escuro, faço de palavras famosas a conclusão do raciocínio que minha consciência impôs a mim : " Se seguir as pegadas de um estranho, mil surpresas encontrará. "Ah, Quem me dera o estranho não fosse eu.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
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